3 de outubro de 2010

Ei!

Ouviam-se os murmuros:

''Ei, você. Acorda, vai. Levanta. Ei, o sol nasceu. Vamos, acorde. Os bichos estão morrendo.
Estão destruindo as árvores! Onde está a sua cabeça? A poluição está acabando com tudo! Vamos! Mexa-se!
As geleiras, estão derretendo! O pássaro está sem voz! Ele está morto! Socorro, chamem a polícia, rápido!
Um ser está ferido! O que está acontecendo com você!? Virou pedra!? Ande, acorde!''

Ainda sim, o homem não apresentava nenhuma reação.

''SOCORRO! VAMOS, ACORDE! O QUE ACONTECE COM VOCÊ!? VOCÊ ESTÁ MORTO POR ACASO? HEIN?! HÁ MUITA COISA PARA SER FEITA, VAMOS LEVANTE!''

Em um determinado momento os sussuros acabam. E no exato momento, o simplório homem abre os olhos, desnorteado. Como se procurasse alguém, balbuciou:

''Era só um pesadelo. É melhor voltar a dormir.''

E o homem fechou seus olhos novamente.

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